A Ferida da Rejeição: Curando a dor de não pertencer
- Cibele Crochi
- 4 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 18 de jun. de 2025
Desde pequenos, buscamos a certeza de que somos amados, aceitos e desejados. Quando, por qualquer razão, não sentimos isso de forma clara e segura, nasce a ferida da rejeição.
Essa ferida gera marcas profundas. Adultos com essa dor costumam evitar vínculos profundos, têm medo de se expor e inconscientemente vivem tentando ser "invisíveis". O medo do abandono é tamanho que a pessoa prefere rejeitar primeiro ou fugir para não sofrer.
Mas será que essa rejeição vem mesmo do presente?
A visão sistêmica e o direito de pertencer
No olhar das constelações familiares, a rejeição está diretamente ligada à exclusão. Muitas vezes, em gerações passadas, membros da família foram rejeitados — filhos fora do casamento, abortos, adoções não reconhecidas ou parentes "esquecidos" e julgados.
Quando alguém é excluído do sistema, uma dinâmica inconsciente acontece: outro membro, geralmente de uma geração seguinte, se identifica com aquele que ficou de fora, trazendo à tona sentimentos de rejeição e não pertencimento.
Bert Hellinger nos ensina que todos têm direito de pertencer. Não há cura verdadeira sem inclusão.
Como curar a ferida da rejeição?
A verdadeira cura acontece quando olhamos com amor para todos, inclusive para nós mesmos. Quando aceitamos ocupar o nosso lugar no sistema e reconhecemos nossa história sem julgamento.
Exercício sistêmico para iniciar a cura:
Feche os olhos, respire profundamente e diga para si mesma:
“Eu pertenço. Tenho meu lugar na minha família e no mundo.”
Repita isso quantas vezes for necessário até sentir seu corpo relaxar.
Você é bem-vinda, exatamente como é.
Com carinho,
Cibele Crochi
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